
Steve Jobs - O homem e a máquina ou O
homem na máquina (tradução correta do título original)
[[ COM
SPOILERS]]
O titulo deve levantar suspeitas sobre
um olhar mais filosófico do homem com a máquina, mas não é bem assim. Este
documentário apresenta o homem que criou o computador pessoal, uma mente
brilhante que lidava muito bem com as máquinas, mas nem tanto com os carne e osso.
Apple é uma empresa de protótipos
eletrônicos de alta qualidade, produtos endereçados a grupos restritos, a fim
de elitizar a marca, como também o clube que fez da marca o que é. Uma família talentosa que busca crescimento
pessoal e profissional, investindo em criatividade e inovação.
Trabalhar na Apple é para quem sonha,
pois demanda tempo e esforço, produzir para realizar é um lema, um bando de nerds
fazendo o que amam e satisfeitos por isso.
Se você não se encaixa nisso, isso não é para você.
Steve Jobs é retratado nesse
documentário como um arrogante que não sabia ter um bom relacionamento, lidar e
entender o mundo dos outros, mas conseguia viver em harmonia com o seu próprio,
e tirar bom proveito dele.
Sua mania de controle e sintoma de
superioridade causava insegurança quando alguém da equipe elitizada se
desligava da companhia, talvez temesse divulgação de informações privilegiadas
ou por reconhecer isso como uma traição, afinal ninguém se demite de uma
família.
Sherry Turkle, professora de Estudos
Sociais de Ciência e Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT (Massachusetts
Institute of Technology), também diretora do Institute of Technology and Self e
escritora de livros que discutem a relação do ser humano e o aparato
tecnológico, o comportamento do homem e o que pode acarretar no futuro da
relação com pessoas.
Segundo ela, que esteve algumas vezes
com Jobs, ele sabia o que estava fazendo, sabia o que queria.
Em comercias e slogans criados através
dos anos podemos perceber que havia foco e determinação no que estava sendo
vendido, não apenas um produto físico, seja o computador ou celular ou Ipod,
mas uma janela para a vida digital, um contato com uma realidade necessária,
como se fosse um pedaço da sua personalidade, extensão do seu corpo.
Uma frase mencionada no filme é:
“Ele não é seu, Ele é você”
Um texto narrado no filme apresenta
muito bem um olhar sábio:
“Sem a morte, haveria muito pouco
progresso. A vida deve ter evoluído sem a morte no inicio e percebeu que sem a
morte a vida não faria tanto sentido. Porque não dava lugar aos jovens, e não
viu como o mundo era 50 anos atrás, mas que viu como é agora, sem preconceitos,
e sonhou como podia ser baseado nessa visão.”
Escândalos (suicídios entre chineses que
produzem os celulares Apple, poluindo rios com sobras da produção), práticas trabalhistas abusivas
são notícias que sujavam a imagem da Apple, porem o consumidor da maçã não deu
muita importância para isso, talvez porque o produto vendido tinha um valor
pessoal, causasse sintomas de alegria, de pertencimento ao clube de Jobs. Se
você tem um celular, com certeza ele é um Apple, pois não há outro melhor.
Em outubro de 2011, Steve Jobs faleceu
vítima de câncer, e muitos que não o conheceram de verdade choraram a sua
morte, como se ficasse o vazio que era preenchido por alguém intimo. É difícil explicar, não ficamos indiferentes
por termos empatia, por admiração de um ser notável que vivia de sonhos, que
contribuiu com o mundo, é possível dar vários motivos.
Em sua vida pessoal, Steve foi entregue
á adoção por sua mãe a fim de que tivesse chance de frequentar a
universidade. Já ele teve 4 filhos, com o quais não era muito presente, e também era adepto do budismo,
buscando ligar-se á espiritualidade, um assunto mal explicado pelo filme, podendo dar a entender que
definiria a alma de Jobs como alguém que tentou encontrar um jeito de se
conectar com o mundo, sem a capacidade de responder se ele teve sucesso. Afinal o trabalho é uma forma de comunicação, e Ele com certeza nasceu pra viver fazendo o que fazia de melhor.


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